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Montinho Laranjeiras

Informação

Cliente:"Villa" Romana do Montinho das Laranjeiras

Morada:Montinho das Laranjeiras, Alcoutim

Gps:37.405898,-7.4723476

Contacto:281 540 500

Horário:Visita livre

Custo:Gratuito

Email:Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Site:www.cm-alcoutim.pt

Destaques:Arquitetura e cultura mediterrânica.

As ruínas da antiga “Villa” romana do Montinho das Laranjeiras (Alcoutim) tiveram uma ocupação, humana, desde o período romano (séc. I) até à época de domínio Islâmico (séc. XII-XIII). A sua origem nas margens do rio Guadiana deve-se essencialmente à necessidade de explorar as ricas terras de aluvião, a pesca, criar um entreposto comercial que escoasse os produtos agrícolas e ao mesmo tempo prestasse apoio aos navegadores desta importante via fluvial.
O rio Guadiana, ligando o Baixo Alentejo ao mar, foi desde tempos imemoriais a maior via de comunicação entre o sudoeste peninsular e o mediterrânio. Por aqui se escoaram os ricos minérios do território, como cobre, ferro, chumbo, ouro e prata, bem como géneros agrícolas das várzeas do Guadiana e dos férteis barros de Beja. Por esta mesma via chegaram ideias, hábitos, tecnologias e produtos mediterrânicos como cerâmicas finas, como a “sigillata” africana bem documentada na “Villa” do Montinho das Laranjeiras.
Nestas ruínas, descobertas e estudadas pelo pioneiro arqueólogo Estácio da Veiga no ano de 1877, após a grande cheia de 1876, destacam-se os alicerces e restos de mosaico de uma primitiva igreja paleocristã construída no final do séc. VI, princípios do séc. VII (sob o domínio ravenaico-bizantino), com planta cruciforme imitando o mausoléu de Gala Placidia em Ravena (Itália). As estruturas mais antigas conservadas no local e localizadas na zona mais sudeste, pertencem à época romana e dizem respeito à “Pars Fructuaria” (compartimentos destinados a recolher, transformar e conservar produtos agrícolas). As estruturas localizadas a noroeste pertencem a duas habitações geminadas do período islâmico. Estas habitações replicam uma planta com grande tradição mediterrânica, constituídas por vários compartimentos em redor de um pátio central, local onde se desenvolveriam a maioria das atividades domésticas.